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Moçambique: Os usurpadores de terras do Corredor de Nacala
27 de Abril de 2015

Um estudo recente da ONG de apoio aos pequenos agricultores (GRAIN) e da União Nacional de Camponeses (UNAC) fornece uma visão geral de como as terras férteis de Nacala, no norte de Moçambique, estão sob pressão do agronegócio internacional. Nesta área, os agricultores moçambicanos estão a lutar para manter as suas terras, devido ao facto de o seu território ter sido demarcado pelo governo para o desenvolvimento da agro-indústria em larga escala. Entretanto os governos e as empresas estrangeiras avançam agressivamente para implementar projectos como é o caso do ProSAVANA.

 

As empresas e os empreendedores privados ricos – do Japão, Brasil, Áustria, Portugal, Luxemburgo, Alemanha, e de outros países – estão a afluir a Moçambique para apropriarem-se das melhores terras cultiváveis do país. Muitas destas empresas não têm estruturas económicas transparentes, regra geral criadas através de paraísos fiscais e, muitas vezes ligadas às elites políticas locais, o que significa uma perda para a economia moçambicana, dado que os lucros serão enviados para estes mesmos paraísos fiscais.

 

Aos camponeses moçambicanos é dito que estes projectos vão-lhes trazer benefícios. Mas, até agora, a experiência do país com o investimento estrangeiro na agricultura tem sido desastrosa.

 

Esta última campanha de promoção da agricultura intensiva em grande escala foi promovida pela Nova Aliança do G8 para a Segurança Alimentar e a Nutrição. O Acordo-quadro assinado entre o G8 e o governo moçambicano foi concebido no âmbito do Plano Nacional de Investimento Agrícola, que tem como objectivo acomodar os interesses das empresas do agronegócio dos países do G8.

 

Para saber mais detalhes, aconselha-se a ler o texto completo, publicado pela GRAIN. E a ler também um outro artigo menos recente sobre este mesmo assunto e, em particular, sobre o ProSAVANA, um megaprojecto das empresas japonesas e brasileiras.



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