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Moçambique: Sobrevivência vista como maior causa do trabalho infantil
12 de Junho de 2015

O Dia Mundial de Luta contra Trabalho Infantil é assinalado este 12 de junho sob lema "Não ao trabalho infantil, sim à educação de qualidade".

 

Em Maputo, citadinos abordados pela Rádio ONU mencionaram a necessidade de sobrevivência e de sustento familiar como motivos mais comuns.

 

Um cidadão que não quis se identificar disse que os menores "não têm meios para sustentar à família e às vezes são crianças órfãs. É uma série de questões que podem apoquentar a sociedade."

 

A outra habitante disse que "as mães são as que mandam fazer este trabalho para puderem sustentar a casa, a escola. Eles deveriam estudar mais."

 

"Nem todas as famílias têm as mesmas condições. As crianças são obrigadas a fazer trabalho", revelou mais um residente na capital moçambicana.

 

O coordenador da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Moçambique, Igor Felice, defende que famílias com maior poder económico podem contribuir para evitar o abandono escolar.

 

Dados do Instituto Nacional de Estatística de 2012 indicam que cerca de 18,2 por cento das vítimas dos envolvidos no trabalho infantil são meninas e 11,8 por cento rapazes.

 

"Esta é uma situação particularmente é grave em países que ainda estão em vias de desenvolvimento e, infelizmente, em países onde a educação ainda tem problemas de qualidade, de escolas longe das crianças. Há também a perceção de que a educação não é um valor que possa garantir o futuro. Quando há necessidades imediatas é muito difícil ver a importância da educação.



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