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África: Dia da Criança Africana recorda massacre de Soweto
16 de Junho de 2015

O Dia da Criança Africana é celebrado todos os anos a 16 de Junho em memória às crianças negras do Soweto que, neste dia, em 1976, saíram à rua para protestar a falta de qualidade no ensino a que tinham acesso e para reivindicar o direito de aprender na sua própria língua. Centenas de rapazes e raparigas foram mortos e, nas duas semanas de protesto que se seguiram, mais de 100 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas.

 

Em memória às crianças mortas e dos manifestantes que com elas protestaram e também para chamar a atenção para a situação actual das crianças do continente, a Organização da União Africana (OUA) instituiu em Addis-Abeba, Etiópia, em 1991, o Dia da Criança Africana.

 

Devido à data, o Unicef apela à comunidade internacional que reconheça que as crianças são o principal recurso de África, pois são o futuro do continente, e têm que se reconhecer e dar resposta aos enormes problemas que enfrentam: pobreza extrema, conflitos armados, malária, malnutrição e VIH/SIDA.

 

Nos últimos anos, vários países africanos conseguiram avanços importantes na implementação de direitos da criança e do adolescente. Muitos países introduziram mecanismos de proteção social, incluindo as transferências de renda, que desempenham um papel fundamental no apoio às famílias vulneráveis e evitam que crianças saiam de suas casas para trabalhar.

 

Na região subsariana, cerca de 50 milhões de crianças perderam um ou ambos os pais, quase 15 milhões dos quais devido ao VIH. Algumas delas são forçadas a crescer por conta própria, com limitado ou nenhum apoio de tutores adultos. A África subsariana tem as maiores taxas de trabalho infantil no mundo, com mais de um terço das crianças de 5 a 14 anos a serem exploradas em situações duras de trabalho.



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