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Congo: Misericórdia é um acto político por excelência
17 de Fevereiro de 2016

"A misericórdia é um acto político por excelência", dizem os bispos da República do Congo, dirigindo-se aos políticos do seu país na mensagem publicada no fim da sua 44ª Assembleia Plenária.

 

No documento, intitulado "Misericordiosos como o Pai", os bispos dão aos fiéis algumas orientações sobre o Ano da Misericórdia. Na parte que diz respeito à vida política se recorda que a política "não é lugar para o ajuste de contas, nem para a solução de conflitos de interesses", mas é o "campo da caridade mais vasta, a caridade política". E por isso exortam aos políticos: "não busqueis apenas o vosso interesse pessoal, pelo contrário, procurai privilegiar o bem comum para dar ao Congo um novo respiro”.

 

Em vista das eleições presidenciais, a mensagem destaca que o período eleitoral é muitas vezes “um momento de angústia no nosso país”: “Os políticos são obrigados a realizar eleições transparentes e justas. Queiram, por favor, adotar as garantias necessárias para que nenhum direito seja atropelado e nenhuma manifestação possa perturbar o desenvolvimento das eleições e a paz no nosso País”.

 

Os bispos esperam que o futuro Presidente que sairá das urnas trabalhe para "banir a impunidade da gestão do Estado, trabalhando pela justiça, o bem-estar de todos os cidadãos, e punindo a corrupção, nomeadamente através da renovação da comissão anticorrupção". Espera-se igualmente que o novo Chefe de Estado “preste particular atenção aos prisioneiros que têm saúde frágil e vigie para que seja feita justiça em favor daqueles que estão à espera de um julgamento, neste Ano do Jubileu da Misericórdia”.



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