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Honduras: “Assassinos e mandantes, parem de matar!”
10 de Março de 2016

"Honduras está a viver dias difíceis durante esta Quaresma, com eventos que atingiram famílias”, diz o Bispo auxiliar de San Pedro Sula, Dom Romulo Emiliani, recordando que a Quaresma é o tempo litúrgico da conversão.

 

“Embora as estatísticas indicadas pelas instituições concordem que os homicídios estão a diminuir, ainda surpreende todos o impacto dos crimes cometidos, em especial o massacre em Comayagüela e o assassinato da líder indígena Berta Cáceres. Isto provoca consternação e embaraço em meio à população, porque estamos nas manchetes internacionais, mas de um modo triste. Sinto muito por estes mortos, mas também porque Honduras é muito mais do que isso. No exterior, emergem apenas estas tragédias, e assim, continuamos a ter uma reputação ruim fora no país”, disse o Bispo.

 

“É preciso refletir e pensar em nossos pecados coletivos; por exemplo na falta de sensibilidade e na dor da fome e da pobreza extrema. Estamos acostumados a ver a miséria, mas Deus não a quer. Todos temos algo a recriminar por aquilo que está a acontecer em Honduras”, referiu.

 

Dom Emiliani também dirigiu um apelo aos assassinos: “Toda vez que se mata, ficam órfãos, viúvas, mães que choram, famílias na dor e no luto. Aos assassinos e aos mandantes destas mortes, peço que parem de matar! Se aqui na terra existe impunidade, não haverá no juízo final. Há um inferno para aqueles que continuam a matar, porque verão Deus e com Deus não se brinca!”.



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