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Portugal: Acelerar acolhimento aos refugiados
10 de Março de 2016

A Igreja Católica em Portugal reforçou em Fátima a necessidade de uma “aceleração” no processo de acolhimento aos refugiados na Europa.

 

“É impensável continuar a ver e a sentir toda esta gente que passa mal, morre, passa fome e tudo aquilo que é condenável para a dignidade da pessoa humana”, frisou na terça-feira dia 8 de março o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Padre Manuel Barbosa.

 

A posição dos bispos católicos surge numa semana em que o país recebe cerca de uma centena de refugiados, na sua maioria da Síria e do Iraque, homens, mulheres e duas dezenas de crianças que vão ser acolhidas em várias cidades portuguesas.

 

O Padre Manuel Barbosa destaca o “esforço” que está a ser feito em nível nacional e internacional. Mas alerta para a necessidade de uma maior “prontidão” no acolhimento e de todos os países da Europa trabalharem em conjunto por uma solução, em vez de fecharem as suas fronteiras ou confinarem os refugiados em campos improvisados na periferia do território.

 

“Diante de uma vida humana, não pode haver bloqueios, a humanidade, a dignidade da pessoa não admite qualquer bloqueio nem qualquer muro, seja farpado, seja de cimento, seja o que for”, apontou.

 

Durante a reunião do Conselho Permanente da CEP, os bispos analisaram também o último relatório da Cáritas Portuguesa, que alertou para o agravamento da pobreza e da exclusão social em Portugal, mesmo em pessoas com emprego.

 

“Todas as políticas governativas deveriam ser para que não acontecessem essas situações”, referiu o Padre Manuel Barbosa, recordando as “pessoas e famílias que passam mal” e que merecem todo “o esforço da sociedade civil, também política e da Igreja para que as coisas mudem”.

 

Com informações da Agência Ecclesia.

 



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