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Vaticano: Abrir portas para acolher migrantes
17 de Março de 2016

Durante a Audiência geral de quarta-feira, 16 de março, o Papa recordou os capítulos 30 e 31 do profeta Jeremias, conhecidos como “livro da consolação”, no qual “a misericórdia de Deus se apresenta com toda a sua capacidade de confortar e abrir o coração dos aflitos à esperança”.

 

Neste sentido, Francisco apelou ao acolhimento de todos os que são “forçados a deixar a pátria”, exemplo de situações, como “a solidão, o sofrimento e a morte”, que fazem as pessoas sentir-se “abandonadas por Deus”.

 

“Muitos dos nossos irmãos estão a viver neste momento uma situação real e dramática de exílio, longe de sua terra natal, com os olhos ainda nos escombros de suas casas, no coração de medo e, muitas vezes, infelizmente, a dor pela perda de entes queridos”, referiu.

 

Segundo Francisco, nestes casos, podem surgir perguntas, como: “Onde está Deus? Como é que tanto sofrimento cai sobre homens, mulheres e crianças inocentes?”

 

Neste contexto, recordou os migrantes que “sofrem” e quando procuram refúgio noutros países encontram as “portas e os corações fechados, não sentem acolhimento” e ficam na “fronteira”.

 

“Os migrantes de hoje que sofrem, que sofrem a céu aberto, sem alimento, e não podem entrar, não sentem acolhimento. Gosto de ver as nações, os governantes que abrem o coração e abrem as portas”, observou o Pontífice.



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