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Vaticano: A oitava obra de misericórdia
29 de Fevereiro de 2016

Existe uma oitava obra de misericórdia, tanto corporal como espiritual, para se adicionar às sete apresentadas pela tradição da Igreja: “cuidar da nossa casa comum”. Quem a propõe é o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, que, falando no passado dia 25 de Fevereiro na Universidade de Villanova, em Filadélfia, modelou a sua conferência dedicada à encíclica Laudato si’ numa forma de “reflexão quaresmal para o Ano da Misericórdia”.

 

Partindo da premissa de que “a vida humana se alicerça em três relações fundamentais e estreitamente interligadas: aquela com Deus, aquela com o próximo e aquela com a terra”, o purpurado sublinhou que “quando uma destas relações se rompe” lesa de alguma maneira o nosso ser totalmente inserido no universo. Daí, portanto, a «‘tremenda responsabilidade’ do género humano em cuidar da criação», mencionada na Encíclica, e o dever moral de ser não só “simples bons administradores”, mas de ter um verdadeiro e concreto “cuidado” pela casa comum. Neste contexto, o presidente de Iustitia et Pax do Vaticano apresentou as obras de misericórdia tradicionais, seguindo uma chave de leitura, sugerida pela mesma encíclica Laudato si’.

 

Para concluir, o cardeal Peter Turkson fez a proposta de introduzir às sete obras de misericórdia, já conhecidas, uma oitava obra, tanto corporal como espiritual: a custódia da criação. “Acrescentaria uma oitava obra de misericórdia: cuidar da nossa casa comum. Poderíamos assim – disse o cardeal Turkson – viver a misericórdia na sua dupla dimensão: aquela de dom gratuito recebido do Senhor e aquela de nascente que brota desde o nosso interior e que nos leva a partilhar com os outros o dom da criação.”

 

Fonte: L’Osservatore Romano



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