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Mundo: Relatório sobre liberdade religiosa
21 de Novembro de 2016

A Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) divulgou, no passado dia 17 de novembro, o Relatório sobre Liberdade Religiosa no Mundo 2016, no qual se afirma que “75 por cento da população mundial vive com severas restrições à liberdade religiosa”.

 

Veja a lista dos 9 factos destacados pelo relatório:

 

1 - Este relatório da Liberdade Religiosa no Mundo conclui que, no período em análise, a liberdade religiosa diminuiu em onze – quase metade – dos vinte e três países com as piores violações.

 

2 - O relatório demonstra que é errada a visão popular de que os governos são sobretudo os culpados da perseguição religiosa. Os atores não estatais (ou seja, organizações fundamentalistas ou militantes) são responsáveis pela perseguição religiosa em doze dos vinte e três países com as piores violações.

 

3 - O período em análise viu surgir um novo fenômeno de violência com motivação religiosa, que pode ser descrita como hiperextremismo islamita, um processo de radicalização intensificada, sem precedentes na sua expressão violenta.

 

4 - Houve um aumento nos ataques antissemitas (contra judeus), nomeadamente em países da Europa.

 

5 - Os grupos islâmicos tradicionais estão agora começando a lutar contra o fenómeno do hiperextremismo por meio de posições públicas e outras iniciativas, através das quais condenam a violência e os que estão por trás dela.

 

6 - Em países como a Índia, Paquistão e Mianmar, onde uma religião específica é identificada com o estado-nação, foram dados passos para defender os direitos dessa religião, por oposição aos direitos dos fiéis individuais. Isto resultou em restrições mais rigorosas à liberdade religiosa de minorias religiosas, aumentando os obstáculos à conversão e impondo maiores sanções para a blasfêmia.

 

7 - Nos países com as piores violações, incluindo a Coreia do Norte e a Eritreia, a contínua penalização da expressão religiosa representa a negação total dos direitos e liberdades, por exemplo através do encarceramento de longa duração sem julgamento justo, da violação e do assassinato.

 

8 - Houve uma repressão renovada dos grupos religiosos que se recusam a seguir a linha do partido nos regimes autoritários, como a China e o Turquemenistão. Por exemplo, mais de 2.000 igrejas viram as suas cruzes demolidas em Zhejiang e nas províncias vizinhas.

 

9 - Ao definir um novo fenómeno de hiperextremismo islamita, o relatório corrobora as alegações generalizadas de que, ao atacar cristãos, yazidis, mandeanos e outras minorias, o grupo Estado Islâmico (EI) e outros grupos fundamentalistas estão infringindo a Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.

 

“Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos” – Declaração Universal dos Direitos Humanos (Nações Unidas).



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