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Cabo Verde: Carta aberta sobre o Bairro da Boa Esperança
15 de Novembro de 2016

Carta Aberta de um jovem estudante de 16 anos do Bairro de Boa Esperança, na ilha da Boa Vista, em Sal Rei (Cabo Verde), chama a atenção para os problemas de um bairro de barracas que acolhe um maior número de habitantes que a própria cidade.

 

A carta foi parar nas redes sociais por iniciativa da professora Helena Margarida, que dá aulas de língua portuguesa na Escola Secundária da Boa vista. De acordo com a professora, “desde 2001 que começaram a ser construídas as primeiras barracas na ilha da Boa Vista, em Sal Rei e agora temos um bairro que é maior que a própria cidade, com um maior número de habitantes”.

 

O texto do Nilton surgiu numa prova dos alunos do 8º ano em que a professora solicitou que escrevessem uma “página de um diário” num texto de 20 linhas.

 

No texto, intitulado «O meu diário é sobre o Bairro de Boa Esperança», Nilton fala principalmente dos problemas de fornecimento de energia elétrica, da falta de saneamento e da água suja que fica empoçada nas ruas: “… no Bairro não tem luz 24h e também não tem saneamento. A câmara não calcetou as ruas e todas as vezes que chove ficam poças de água e passam dias e a água vai “feder”. Não há caminhos para passar, porque a água fica em toda a parte”.

 

O Nilton diz gostar do bairro, “que tem coisas boas, mas também tem coisas ruins” e reclama que “os trabalhadores da câmara não apanham lixo no bairro e fica muito feio e sujo e cria doenças”.

 

“Tem crianças que brincam na água suja e apanham gripes, febres e muitas doenças e quando vão para o jardim pegam as doenças aos colegas e assim vai ficar todo o mundo doente”, escreve o jovem estudante.

 

Por fim, o Nilton convida os moradores locais a se “manifestarem” por melhorias no Bairro de Boa Esperança.

 

A professora se disse surpreendida com o texto do Nilton e por isso decidiu partilhar nas redes sociais as preocupações do jovem estudante.



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