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Sudão do Sul: Papa convida líderes religiosos
26 de Outubro de 2016

O Papa convidou os líderes religiosos do Sudão do Sul ao Vaticano para explicarem a situação em que o país vive.

 

Os arcebispos Paolino Lukudu Loro, católico, Daniel Deng Bul, anglicano, e Peter Gai, presbiteriano, partiram ontem de Juba para Roma onde vão discutir com o Papa Francisco a situação que vive o país mais jovem do mundo, Rádio Bakhita anunciou.

 

Dom Paolino explicou aos jornalistas à partida de Juba que o Papa Francisco convidou os líderes religiosos do país para verificar a situação no país e ver o que a Igreja está a fazer.

 

O Sudão do Sul está em guerra civil desde dezembro de 2013, dois anos e meio após a independência.

 

1,3 milhões foram deslocados dentro do país, mais de um milhão estão refugidos nos países vizinhos e 300 mil pessoas foram mortas no conflito que opõe o presidente Salva Kiir Mayardit ao ex-presidente Riek Machar Teny.

 

«O Papa vai escutar-nos e nós vamos escutar o papa», disse Dom Paulino.

 

«O objetivo é a procura para a nossa paz. E para mostrar que o mundo inteiro está preocupado com a paz neste país, e também a Igreja», explicou o primaz católico do Sudão do Sul.

 

E acrescentou: «Esperamos que a voz do Papa não seja só para nós mas para o mundo inteiro sensibilizando o mundo para a situação no Sudão do Sul.»

 

O arcebispo comboniano concluiu que todos querem a paz e a bênção papal.

 

A audiência do Papa Francisco com os três líderes religiosos do Sudão do Sul acontece dias depois de a Amnistia Internacional apresentar um relatório em que responsabiliza os líderes do país pelos crimes de guerra cometidos por ambas as partes do conflito.

 

Fonte: Jirenna



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