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Mundo: Mais de 800 jornalistas assassinados na última década
3 de Novembro de 2016

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) afirma que na última década, mais de 800 jornalistas foram assassinados, em todo o mundo, por causa de suas reportagens.

 

Isso representa, em média, uma morte por semana, sendo que em 90 por cento dos casos, os responsáveis pelas mortes não foram punidos.

 

Segundo relatório da agência, desde 2006, a agência recebeu informações sobre 402 jornalistas assassinados e desses, apenas 63 casos foram reportados como resolvidos - uma média de 16 por cento.

 

A declaração da Unesco assinalou o «Dia Internacional pelo Fim da Impunidade para Crimes contra Jornalistas», celebrado na quarta-feira, 2 de novembro.

 

Segundo a Unesco, "a impunidade leva a mais assassinatos e é geralmente um sintoma da piora de um conflito ou da falência do sistema judiciário".

 

A agência afirma que a impunidade causa danos a toda a sociedade cobrindo sérios abusos de direitos humanos, corrupção e crimes.

 

Segundo o Comitê para Proteger Jornalistas, somente neste ano de 2016 foram assassinados 55 profissionais da imprensa, sendo 53 jornalistas (36 mortos por causa do seu trabalho e 17 mortos em circunstâncias não esclarecidas e que podem ter origem nas denúncias feitas pelos profissionais).

 

Em reconhecimento às consequências da impunidade, especialmente em relação aos crimes contra jornalistas, a Assembleia Geral da ONU adotou resolução criando a data celebrativa.



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