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Brasil: Bispos afirmam que Governo elege os pobres para pagar a conta
2 de Novembro de 2016

Comunicado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) classifica de “injusta e seletiva” a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 241 ou PEC 55) que pretende congelar os gastos sociais durante os próximos 20 anos.

 

“A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública”, lê-se na nota da CNBB.

 

“Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela (PEC 241) não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado?”, questionam os religiosos.

 

Para os bispos brasileiros, “a PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado”. “O dinheiro deve servir e não governar!”, recordam os bispos citando a exortação apostólica Evangelii Gaudium.

 

A nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil criticando a PEC 241 soma-se a declarações pessoais de numerosos bispos e cristãos no País e se inspira na Doutrina Social da Igreja e no ensinamento dos padres da Igreja.

 

Coloca-se do ponto de vista dos mais necessitados e que mais sofrerão suas consequências, solicita um debate amplo e democrático sobre o tema e espera que se reverta o caminho de aprovação dessa PEC.

 

Os Missionários Combonianos do Brasil se somam a esse apelo e se empenham a debater esse tema em suas comunidades e atividades.



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