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Vaticano: Papa recebeu Presidente da RD Congo
27 de Setembro de 2016

Na segunda-feira, 26 de setembro, o Papa recebeu no Vaticano o Presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila. Na conversa, a portas fechadas, os dois falaram sobre a violência neste país africano onde na semana passada um massacre deixou mais de 47 mortos.

 

Segundo comunicado publicado pelo Vaticano, durante o encontro foi destacada a importância do “diálogo respeitoso e inclusivo” para deter a violência.

 

Com efeito, os graves desafios da atual situação política e os confrontos ocorridos na capital estiveram na pauta da conversa. Neste sentido, foi ressaltada a importância da colaboração entre os atores políticos e os representantes da sociedade civil e das comunidades religiosas em favor do bem comum.

 

O Papa e Kabila aprofundaram a questão da violência contra a população no leste do Congo. Francisco pediu com urgência uma maior cooperação do país e da comunidade internacional para prestar a assistência necessária e restabelecer a convivência civil.

 

Mencionou-se também a contribuição da Igreja católica na vida da nação com as instituições de caráter educativo, social e médico, bem como no desenvolvimento e na redução da pobreza. Neste contexto, foi expressa mútua satisfação pela assinatura do Acordo entre a Santa Sé e a RD Congo, ocorrida em 20 de maio passado.

 

Na passada semana, uma manifestação de protesto contra o governo de Kabila, em Kinshasa, acabou com a morte de 17 pessoas, incluindo três polícias. A oposição acusa o Presidente de tentar prorrogar a sua permanência no poder, adiando as eleições que deveriam se realizar em novembro. O chamado ‘diálogo nacional’ entre a maioria e a oposição foi suspenso após os incidentes.

 

Também na passada semana, uma centena de pessoas foram mortas em confrontos entre partidários de um chefe tribal, morto em agosto, e as forças de segurança, pelo controle do aeroporto de Kananga, no centro do país.

 

“O número de mortos ultrapassa uma centena incluindo os milicianos do chefe Kamwena Nsapu e oito militares que também morreram”, declarou um membro do gabinete do governador da província do Kasai-Central. A informação teria sido confirmada também por um sacerdote da arquidiocese de Kananga.



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