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Vaticano: Papa pede união para denunciar violência em nome de Deus
16 de Abril de 2015

O Papa Francisco convidou os bispos do Quénia a trabalharem junto à lideranças religiosas, sejam elas cristãs ou não, na promoção da paz e justiça por meio do diálogo, da fraternidade e da amizade. Assim, destacou o Papa, “será possível denunciar de maneira mais unificada e corajosa toda a forma de violência, especialmente aquela perpetrada em nome de Deus”.

 

O Pontífice afirmou rezar por todos aqueles que foram mortos em atos terroristas ou durante hostilidades étnicas ou tribais no continente. “Penso especialmente nos estudantes mortos na Sexta-feira Santa na Universidade de Garissa. Possam suas almas descansar em paz e seus entes queridos, consolados. Possam aqueles que cometeram tal atrocidade arrepender-se e pedir misericórdia”, disse Francisco.

 

Francisco reconheceu como um “sinal eloquente” de Deus à Igreja o grande número de seminaristas que atualmente está em preparação para o apostolado no Quénia. “Eles nos recordam o grande recurso que vocês tem em mãos nas igrejas locais, assim como da vossa grande responsabilidade em auxiliá-los a responder ao chamado ao sacerdócio”.

 

O Anuário Estatístico da Igreja revela que, em 2013, o Quénia era o quinto país da África em número de candidatos ao sacerdócio, com quase 4.000 seminaristas, atrás da Nigéria, Tanzânia, Uganda e República Democrática do Congo.

 

O Papa também recordou, neste Ano da Vida Consagrada, os homens e mulheres que renunciaram ao mundo para o bem do Reino de Deus e, com isso, trazem muitas bênçãos para a sociedade e para a Igreja no Quénia. “Levem, por favor, a eles, a minha gratidão, afeto e a certeza da minha proximidade em oração.

 

Atualmente, mais da metade dos quenianos professa-se cristão. Em particular, a Igreja católica, no arco de pouco mais de um século, registrou um grande crescimento e, hoje, os fiéis representam 31% da população. Essa realidade deve-se, antes de tudo, ao grande número de missionários de diversos institutos religiosos, tanto masculinos como femininos: Jesuítas, Combonianos, Oblatos, Camilianos, Missionários de Maryknoll, por exemplo. A liberdade religiosa garantida por constituição também é um alicerce para o crescimento do número de católicos no Quénia.



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