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Moçambique: País cede área maior que Portugal para consórcio privado
24 de Abril de 2015

O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar do Governo de Moçambique vai conceder 102 mil quilómetros quadrados de terras férteis ao consórcio privado ProSAVANA, constituído por empreendedores moçambicanos, japoneses e brasileiros. O Governo anunciou, no dia 31 de Março passado, que de 20 a 29 de Abril corrente, daria espaço a um debate público para que a sociedade civil, as organizações de camponeses e outros se pronunciassem sobre este Plano ProSAVANA. Nove dias apenas para debater um projecto que envolve uma população de mais de quatro milhões de moçambicanos e uma superfície superior à superfície total de Portugal; um projecto que irá pôr em risco, entre outros direitos humanos, o direito de cada cidadão à vida, à terra e à alimentação.

 

Aproveitando o Dia Mundial da Terra, celebrado na quarta-feira, 22 de abril, o P. Arlindo Pinto, missionário comboniano que trabalhou 18 anos como professor em Moçambique, escreveu uma Carta aberta aos governantes de Moçambique e aos parceiros do Plano ProSAVANA para manifestar a sua opinião crítica sobre este projecto de açambarcamento de terras aráveis – correspondentes a 102 mil quilómetros quadrados, mais de dez milhões de hectares de terra – que só vai beneficiar alguns poucos ricos e prejudicar a maioria de, pelo menos, quatro milhões de moçambicanos que perderão até o pouco que ainda possuíam, a saber: a terra, que usava para a pequena agricultura diversificada de sobrevivência, e os seus hábitos alimentares tradicionais.

 

Leia aqui a Carta Aberta aos Governantes de Moçambique.



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