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Brasil: País com o maior número de ambientalistas assassinados em 2014
21 de Abril de 2015

Um relatório da ONG britânica Global Witness divulgado na segunda-feira, 20 de abril, afirma que o Brasil foi o país com o maior número de ambientalistas assassinados em 2014. Foram registradas 29 mortes no país.

 

Ao todo, foram documentadas 116 mortes de ambientalistas em 17 países. No ranking de violência contra os ativistas, o Brasil é seguido por Colômbia, com 25 mortes, Filipinas, com 15 mortes e Honduras, com 12 mortes.

 

Globalmente, mortes de ativistas ambientais alcançaram uma média de mais de duas por semana em 2014, crescimento de 20 por cento frente ao ano anterior, segundo o relatório.

 

O Brasil também lidera o ranking geral com 477 ativistas assassinados no período entre 2002 e 2014, intervalo em que se fizeram registros.

 

De acordo com o relatório "How many more?" ("Quantos mais?", em português) Honduras foi considerado o país mais perigoso para ativistas ambientais nos últimos cinco anos, com o maior número de mortes per capita. Foram 101 assassinatos entre 2010 e 2014.

 

A maioria das mortes, segundo a organização, está relacionada a conflitos na agricultura, na mineração e no estabelecimento de usinas hidrelétricas. Cerca de 40 por cento das vítimas eram indígenas.

 

“Historicamente, tem havido uma distribuição de terra desigual na América Latina, o que tem causado conflitos entre companhias locais e estrangeiras e comunidades”, disse Billy Kyte, da Global Witness.

 

“Governos na América Latina não estão a tratar esse problema com seriedade. Níveis de impunidade são muito altos e os agressores ficam livres”, disse.



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