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Mundo: "Igreja sem fronteiras, mãe de todos"
15 de Janeiro de 2015

De acordo com o Papa em sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, a ser celebrado no dia 18 de Janeiro, tolerância só não chega para melhorar a vida dos migrantes. O papa reconhece que é preciso combater "as causas que empurram populações inteiras para fora das suas terras".

 

“O carácter multicultural das sociedades de hoje encoraja a Igreja a assumir novos compromissos de solidariedade, comunhão e evangelização. Na realidade, os movimentos migratórios solicitam que se aprofundem e reforcem os valores necessários para assegurar a convivência harmoniosa entre pessoas e culturas. Para isso, não é suficiente a mera tolerância, que abre caminho ao respeito das diversidades e inicia percursos de partilha entre pessoas de diferentes origens e culturas. Aqui se insere a vocação da Igreja a superar as fronteiras e favorecer «a passagem de uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginalização (...) para uma atitude que tem por base a “cultura de encontro”, a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno”.

 

O Papa sustenta que "é preciso responder à globalização das migrações com a globalização da caridade e da cooperação, de forma a tornar mais humanas as condições dos migrantes".

 

Francisco recorda que "grandes quantidades de pessoas estão a deixar as suas terras, com uma mala cheia de medos e desejos, embarcando numa viagem esperançosa e perigosa, em busca de condições de vida mais humanas". Porém, lamenta, as pessoas muitas vezes desconhecem as histórias dos migrantes, reagindo-lhes com "desconfiança e hostilidade, mesmo nas comunidades eclesiásticas", embora tal vá contra o mandamento bíblico de "acolher, com respeito e solidariedade, o estrangeiro necessitado".

 

Ao divulgar a mensagem papal "Igreja sem fronteiras, mãe de todos", o Vaticano lembra que, segundo as Nações Unidas, 232 milhões de pessoas vivem fora dos seus países de origem e recorda que cada vez mais crianças seguem, sozinhas, a rota do exílio. O papa reconhece que é preciso combater "as causas que empurram populações inteiras para fora das suas terras", nomeadamente utilizando a "criatividade" para "desenvolver uma ordem económico-financeira mundial mais justa e equitativa". "Ninguém deve ser considerado inútil, incómodo ou descartável", rejeita, apelando a "uma ação mais incisiva e eficaz" na defesa da "dignidade" de "cada pessoa humana".

 

O Santo Padre defende, por isso, a criação de "uma rede universal" de combate ao tráfico de pessoas e à escravatura, sublinhando que nenhum país, por si só, conseguirá resolver esses problemas.



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