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Tanzânia: Governo proíbe prática de bruxaria para proteger albinos
14 de Janeiro de 2015

O governo tanzaniano decidiu proibir a prática de bruxaria numa tentativa de conter os ataques contra albinos, vítimas de crenças que atribuem poderes mágicos aos seus órgãos.

 

 "A decisão foi anunciada na terça-feira, 13 de janeiro. Esses supostos feiticeiros têm alguma responsabilidade nas agressões contra os albinos", disse o porta-voz do Ministério do Interior, Isaac Nantanga.

 

Por outro lado, o ministro (do Interior, Mathias Chikawe) anunciou o lançamento em duas semanas, de uma operação especial denominada “Fora com os assassinatos de albinos", prosseguiu.

 

"Os preparativos da operação estão em curso", disse, explicando que seria conduzida pela polícia com a ajuda das autoridades locais e membros da Sociedade Tanzaniana dos Albinos (Tanzania Albino Society-TAS).

 

A operação "Fora com os assassinatos de albinos" terá como primeiro alvo, de acordo com o porta-voz, as províncias mais afectadas, nomeadamente Mwanza, Geita, Tabora, e Shinyanga, no norte do país.

 

Esta decisão do governo tanzaniano intervém após o sequestro de uma menina albina de quatro anos.

 

A vítima, Pendo Emmanuelle Nundi, foi sequestrada a noite de 27 de dezembro, no distrito de Kwimba (província de Mwanza) por desconhecidos com armas branca que tinham previamente neutralizado o seu pai.

 

Quinze suspeitos, incluindo o seu pai e dois tios foram presos.



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