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Brasil: Dez anos do martírio de Ir. Dorothy Stang
13 de Fevereiro de 2015

No dia 12 de fevereiro, recordaram-se os 10 anos do martírio da Ir. Dorothy Stang, assassinada em Anapu, sudoeste do Pará.

 

O dia 12 de fevereiro de 2005 marcou a história dos conflitos agrários no Pará. Ir. Dorothy relatava que sofria ameaças e, segundo pessoas próximas da religiosa, sua morte estava anunciada: o clima era tenso na região e, no dia do crime, Dorothy tinha um encontro marcado com agricultores da região.

 

Dorothy Stang foi morta com seis tiros pelo pistoleiro Rayfran das Neves Sales. No total, a Justiça puniu seis envolvidos no caso, entre os executores e os mandantes do crime. A repercussão internacional do caso deu visibilidade para conflitos de terra na Amazónia. Na época, a ministra do meio ambiente, Marina Silva, esteve na região e deslocou um aparato policial para as investigações. As polícias civil e federal iniciaram uma caçada para prender os suspeitos. Rayfran foi detido 3 dias após o crime.

 

Dorothy Stang nasceu em Ohio, nos Estados Unidos, em 1931, mas foi para o Brasil em 1966 onde decidiu ser cidadã brasileira. Foi naturalizada e passou a morar na Amazónia. Pertencia às Irmãs de Nossa Senhora de Namur. Em Anapu, conheceu o drama do pequeno agricultor, sem terra para trabalhar. Tornou-se líder na luta pela reforma agrária e começou a incomodar madeireiros, fazendeiros e “grileiros” da região.



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