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Mundo: Dia Mundial do Doente 2015
11 de Fevereiro de 2015

A Igreja Católica celebra nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, o Dia Mundial do Doente, inspirado no tema «Sapientia cordis. “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (Job 29, 15)».

 

De acordo com a mensagem do Papa Francisco para esta ocasião, o tema deste ano convida-nos a meditar uma frase do livro de Job: «Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo» (29, 15). “Gostaria de o fazer na perspectiva da «sapientia cordis», da sabedoria do coração.

 

“Esta sabedoria não é um conhecimento teórico, abstracto, fruto de raciocínios; antes, como a descreve São Tiago na sua Carta, é «pura (…), pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia» (3, 17). Trata-se, por conseguinte, de uma disposição infundida pelo Espírito Santo na mente e no coração de quem sabe abrir-se ao sofrimento dos irmãos e neles reconhece a imagem de Deus. Por isso, façamos nossa esta invocação do Salmo: «Ensina-nos a contar assim os nossos dias, / para podermos chegar à sabedoria do coração» (Sal 90/89, 12). Nesta sapientia cordis, que é dom de Deus, podemos resumir os frutos do Dia Mundial do Doente”.

 

“Sabedoria do coração é servir o irmão” e “sair de si ao encontro do irmão”, sublinha Francisco, recordando os cristãos que dão testemunho com “a sua vida radicada numa fé genuína” e as pessoas que “permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar”.

 

“Sabedoria do coração é estar com o irmão. O tempo gasto junto do doente é um tempo santo”, acrescenta.

 

A mensagem realça o valor do acompanhamento, “muitas vezes silencioso”, que leva a dedicar tempo aos doentes, os quais se sentem assim “mais amados e confortados”.

 

“Às vezes, o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesim do fazer e do produzir, se esquece da dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro”, lamenta o Papa.

 

O texto reafirma a “absoluta prioridade da ‘saída de si próprio para o irmão’”, como um dos dois mandamentos principais que “fundamentam toda a norma moral”.

 

Na sua reflexão sobre a ‘sabedoria do coração’, Francisco defende a necessidade de “ser solidário com o irmão, sem o julgar” e pede “tempo para cuidar dos doentes e tempo para os visitar”.

 

“A verdadeira caridade é partilha que não julga, que não tem a pretensão de converter o outro”, prossegue.

 

O Papa observa que “também as pessoas imersas no mistério do sofrimento e da dor” se podem tornar “testemunhas vivas duma fé que permite abraçar o próprio sofrimento”.

 

A mensagem para o Dia Mundial do Doente de 2015 conclui-se com uma oração de Francisco à Virgem Maria.

 

“Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração”, escreve o Papa.

 

Segundo dados do Vaticano (Anuário Estatístico), a Igreja Católica administra 115 352 instituições de saúde e assistência em todo o mundo.



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