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Libéria: Última paciente com ébola recebe alta
6 de Março de 2015

Beatrice Yordoldo, última paciente com ébola a ser atendida na Libéria, tem alta da unidade de tratamento de ébola em Paynesville, subúrbio de Monróvia, capital do país 

 

A última paciente de ébola confirmada na Libéria recebeu alta na quinta-feira, 5 de março, quando o país africano anunciou que pela primeira vez em nove meses nenhum novo caso da infecção foi registrado durante uma semana.

 

Os centros de tratamento liberianos não contabilizam mais nenhum doente com ébola, segundo fontes oficiais.

 

Beatrice Yordoldo deixou o centro de tratamento de ébola onde estava internada, liderado por uma equipe de médicos chineses.

 

"Hoje dou graças a Deus, ao centro de tratamento chinês e a todos os enfermeiros liberianos que lá trabalham", declarou a mulher.

 

Por outro lado, a Libéria não "registrou nenhum caso" novo de ébola durante a semana que terminou em 1 de março, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Yordoldo "é o último caso confirmado de ébola no país", declarou o vice-ministro da Saúde Tolbert Nyenswah à imprensa. "Ficamos 13 dias sem nenhum novo caso. É um grande dia para a Libéria", disse.

 

Cerca de 24 mil pessoas contraíram o vírus do ébola desde dezembro de 2013, em sua maioria na Libéria, Guiné e Serra Leoa. Ao todo, 9.807 doentes morreram, segundo a OMS.

 

Na Libéria, 4.117 pessoas morreram entre as 9.249 infectadas pelo ébola. Há apenas seis meses, mais de 300 novos casos eram registrados a cada semana. No auge da epidemia no país, as infraestruturas sanitárias locais, fragilizadas por anos de guerra civil, não conseguiam atender ao grande número de doentes, que morriam nas ruas.

 

Um enorme esforço nacional e internacional ajudou, contudo, a deter o avanço da epidemia.

 

O informe da OMS é mais alarmante no que concerne à Guiné e a Serra Leoa.

 

Em Serra Leoa, que conta com o maior número de infectados (11.466) e registrou 3.546 mortes, houve 81 novas infecções confirmadas na semana passada, e 65 na semana anterior.

 

Na Guiné, que conta com um total de 3.219 casos e onde a enfermidade causou a morte de 2.129 pessoas, 51 novos casos confirmados foram registrados na semana passada, o que também representou um aumento importante em relação aos 35 da semana anterior, indicou a OMS.



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