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Líbia: Mais de 45 mil egípcios fugiram após decapitação de cristãos
23 de Março de 2015

Mais de 45.000 egípcios fugiram da Líbia desde o anúncio, em 15 de fevereiro, da decapitação de 21 cristãos coptas pelo grupo radical Estado Islâmico (EI).

 

O número de egípcios que vivem na Líbia não é conhecido, pois muitos entraram ilegalmente, mas seriam dezenas e até mesmo centenas de milhares, segundo os cálculos. Eles trabalham especialmente com construção e artesanato.

 

Cerca de 11.500 egípcios deixaram a Líbia através da vizinha Tunísia, disse o porta-voz do ministério da Aviação Civil, Mohamed Rahma. Outros 34.000 egípcios fugiram do país pela fronteira oriental, segundo veículos oficiais.

 

O Egipto solicitou que os seus cidadãos deixem a Líbia depois da execução dos coptas, que em sua grande maioria eram egípcios.

 

O exército bombardeou posições jihadistas na Líbia e pediu uma intervenção militar internacional.

 

O EI, que controla algumas regiões no Iraque e na Síria, aproveitou-se da anarquia reinante na Líbia desde a queda do regime de Muamar Kadhafi, para estender o seu domínio a este país, onde continua a cometer actos violentos e sangrentos ataques suicidas.



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