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Mundo: Mais de 120 milhões não frequentam a escola
29 de Janeiro de 2015

121 milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola, aponta relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

 

De acordo com o documento, «Fixing the Broken Promise of Education for All» («Corrigindo a Promessa Quebrada da Educação para Todos»), apesar dos progressos registados na inscrição de crianças no ensino básico, a nível mundial há 58 milhões de crianças entre os 6 e os 11 anos que não frequentam a escola e, se a tendência atual continuar, duas em cada cinco -- 15 milhões de raparigas e 10 milhões de rapazes -- dificilmente entrarão, algum dia, numa sala de aula.

 

Destas crianças, 23 por cento já frequentou a escola mas abandonou-a, 34% poderá vir a entrar na escola futuramente e 43 por cento provavelmente nunca terá essa experiência.

 

Por seu turno, no ciclo de ensino seguinte, entre os 12 e os 14 anos, há 63 milhões de adolescentes fora da escola - mais 5 milhões do que no ensino básico, apesar de as crianças em idade para frequentar o ensino básico (650 milhões) serem quase duas vezes mais do que as que estão em idade de frequentar o ciclo de ensino seguinte (374 milhões).

 

Além disso, e embora o acesso à educação tenha aumentado consideravelmente no início do milénio, esse progresso estagnou em 2007, com a não frequência da escola a rondar os 9 por cento no ensino básico (6-11 anos) e os 18 por cento no ciclo de ensino seguinte (12-14 anos).

 

De acordo com o relatório, as regiões com maior percentagem de crianças e adolescentes fora da escola são a África Ocidental e Central (27 por cento de crianças e 40 por cento de adolescentes, respetivamente), a África Oriental e do Sul (15 por cento e 27 por cento) e o Sul da Ásia (6 por cento e 26 por cento).

 

As razões para a ausência da escola são variadas, complexas e estão muitas vezes interligadas, com o documento a identificar cinco grandes obstáculos à educação para todos: situações de conflito, discriminação de género, trabalho infantil, dificuldades linguísticas e deficiência, sendo que qualquer deles se torna mais difícil de superar quando associado à pobreza.

 

Nesse sentido, a maioria dos países precisa de um quadro de políticas públicas que combine três prioridades - investimento para fortalecer e alargar o sistema educativo, foco claro na inclusão e na qualidade da educação, e intervenções específicas para as crianças mais difíceis de alcançar, conclui a Unicef.



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