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Porto: Memórias de um missionário em Moçambique
9 de Abril de 2015

O Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto acaba de publicar o livro «Deboli tra deboli» - Memórias de um missionário em Moçambique. 1964-2005 do comboniano italiano Graciano Castellari.

 

A obra, inserida na colecção Experiências de África, inaugura uma nova série chamada Histórias missionárias para juntar as fontes missionárias às outras fontes inéditas sobre o continente africano.

 

Os académicos Patrícia Teixeira e Nuno Falcão editaram o livro de 202 páginas que além do texto do autor conta com materiais de suporte: introdução, prefácio, fotos, mapas, glossário e bibliografia.

 

A Dr.ª Patrícia disse que a apresentação era um dia de alegria que culminava três anos de trabalho.

 

O Dr. Nuno considerou a obra «um livro muito importante.»

 

A Professora doutora Elvira Mea fez a apresentação do livro numa sessão que decorreu no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto na tarde de 8 de Abril.

 

Definiu os missionários como «mestres da condição humana.» Disse que o livro «é uma obra que ultrapassou as suas expectativas», «uma espantosa aventura inserida na história de Moçambique», «um maravilhoso hino à vida e ao humanismo cristão», «uma enorme lição de vida.»

 

O P. Castellari interveio na sessão através de uma ligação via internet.

 

O seu testemunho foi seguido com muita atenção por uma trintena de pessoas que esteve presente na apresentação, incluindo quatro elementos da família comboniana: dois missionários, uma missionária e um leigo.

 

Explicou que tinha pensado dar ao livro o título Desafios que Deus apresenta ao seu povo, mas mudou para Deboli tra i deboli (Fracos entre os fracos) depois de uma entrevista com a revista Nigrizia.

 

Disse que não é nem escritor nem santo e escreveu as memórias «porque era importante dizer às pessoas quanto Deus faz pelo seu povo.»

 

O P. Castellari esteve no início do Centro Catequético do Anchilo e da revista Vida Nova da arquidiocese de Nampula em Moçambique – dois instrumentos para levar o Concílio Vaticano II àquela Igreja – e na missão de Corrane.

 

O comboniano português P. José de Sousa, que conheceu o P. Castellari em Moçambique, disse que o missionário «soube entender sempre a alma do povo com equilíbrio, fé e sem extremismos.»

 

O P. Castellari tem 83 anos e vive em Verona, a casa-mãe dos Missionários Combonianos, desde 2009 devido a limitações de saúde.

 

Fonte: Jirenna



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