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Mundo: ONU assinalou 21 anos do genocídio do Ruanda
8 de Abril de 2015

Mensagem do secretário-geral lamenta conflitos e crimes atrozes que continuam a dividir e a matar. Massacre provocou mais de 800 mil mortos em 1994.

 

O secretário-geral das Nações Unidas disse que muitos países continuam a enfrentar ameaças de segurança graves, em mensagem que assinala os 21 anos do genocídio do Ruanda.

 

Ban Ki-moon destaca que, atualmente, as pessoas são submetidas à brutalidade de conflitos violentos e das indignidades da pobreza.

 

Para o chefe da ONU, a discriminação persiste em sociedades dilaceradas pela guerra, bem como nas democracias que em grande parte gozam de paz. Ban menciona manifestações do ódio como o “racismo institucionalizado, conflitos étnicos ou episódios de intolerância e de exclusão”.

 

O Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio em Ruanda é marcado a 7 de abril, em memória aos mais de 800 mil mortos em 1994, na sua maioria de etnia tutsi, registados em menos de três meses.

 

Ban realça que no massacre foram igualmente assassinados hutus moderados, pessoas de etnia twa e outros. Para ele, o momento é também uma ocasião para reconhecer a dor e a coragem dos sobreviventes.

 

O chefe da ONU disse que, atualmente, a discriminação é refletida em vários casos, na “versão oficial da história nacional que nega a identidade de alguns segmentos da população”.

 

Num olhar para o mundo, Ban lamentou os conflitos e crimes atrozes em várias partes que continuam a dividir comunidades, a matar e a deslocar pessoas, além de minar economias e destruir o património cultural.

 

Como dever coletivo, o secretário-geral disse que essas situações devem ser evitadas e protegidas as pessoas vulneráveis que estejam em perigo.



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