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Nigéria: Raparigas sequestradas pelo Boko Haram ainda desaparecidas
31 de Dezembro de 2014

Mais de 200 raparigas sequestradas pelo grupo armado Boko Haram continuam desaparecidas e não há grandes esperanças de que retornem para suas famílias.

 

No dia 14 de Abril de 2014, um grupo de homens armados invadiu um internato público de Chibok, noroeste da Nigéria, reuniu as jovens que tinham entre 16 e 18 anos em um auditório e começou a atear fogo aos dormitórios e salas do prédio. 276 estudantes foram sequestradas por militantes do grupo extremista Boko Haram. Mais de 50 tiveram oportunidade e coragem para saltar dos caminhões e fugir. O resto continua desaparecido, apesar das promessas do governo nigeriano de encontrá-las, dos drones americanos que foram espalhados para buscá-las pelo bosque de Sambisa e da megacampanha do Twitter, #BringBackOurGirls (na tradução, tragam de volta nossas raparigas), que sensibilizou milhares de pessoas no mundo inteiro.

 

O líder da organização, Abubakar Shekay, apareceu em um vídeo em meados de maio a dizer que: "Eu sequestrei suas filhas". "Vou vendê-las no mercado, por Alá. Vou vendê-las e entregá-las ao matrimônio." "A escravidão é permitida na minha religião. Vou capturar as pessoas e escravizá-las." Mais de 100 jovens apareciam no vídeo. Vestidas dos pés à cabeça com o hijab muçulmano, sentadas e recitando o primeiro verso do Corão. Duas delas disseram ter se convertido ao Islamismo e deixado o Cristianismo para trás.

 

Não há nenhuma resposta definitiva sobre o paradeiro e o destino dessas mais de 200 meninas nas mãos do Boko Haram.

"Não há nada que nos dê esperança", disse Isa Sanusi, jornalista do serviço hausa da BBC. "Não há nada de concreto, nenhuma informação de que estão tentando resgatá-las."

 

Um bloqueio imposto pelo governo da Nigéria sobre as informações do caso faz com que fique ainda mais difícil descobrir o que aconteceu com elas.

 

Sanusi afirma que é possível que muitas delas tenham se casado com os próprios militantes do Boko Haram, que as mantinham na selva como uma forma de evitar que o exército tentasse atacar a zona que o grupo controlava.

 

Outras haviam sido vendidas. É provável que algumas estejam grávidas ou mortas, como disse o ex-presidente nigeriano Olusegun Obansajo.



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