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Sudão do Sul: ONU destaca morte de 600 crianças sul-sudanesas
31 de Dezembro de 2014

Relatório das Nações Unidas fala em mais de 600 crianças mortas entre dezembro de 2013 e setembro de 2014. Durante o mesmo período, milhares de menores foram vistos a atuar como soldados por diversos grupos armados.

 

As Nações Unidas documentaram dezenas de casos de meninos e meninas vítimas de violência sexual, mas acredita-se que o número real seja maior. Escolas foram atacadas ou usadas para fins militares.

 

Hospitais também sofreram ataques e cerca de 6.000 crianças foram registadas após terem sido separadas de suas famílias, estarem desacompanhadas ou perdidas.

 

O conflito iniciado há um ano no Sudão do Sul gerou muitos contratempos para a protecção das crianças no país, conclui o primeiro relatório do secretário-geral sobre os impactos do confronto armado na vida dos menores sul-sudaneses.

 

O documento reporta "graves violações dos direitos das crianças", que teriam sido cometidas entre março de 2011 e setembro deste ano. Após dois anos de relativa paz, a vulnerabilidade dos pequenos cresceu de forma dramática com o retorno dos confrontos, em dezembro de 2013.

 

Segundo o relatório, a quantidade de graves violações contra menores cometidas em menos de um ano chega a ser maior do que os números de 2012 e de 2013 juntos.

 

Em meados do ano, o Exército de Libertação do Povo do Sudão (SPLA) se comprometeu a acabar e prevenir o recrutamento de crianças soldados. Parte das forças da SPLA que agora estão na oposição e são lideradas pelo ex-vice-presidente Riek Machar, também firmaram o compromisso de proteger as crianças do conflito.

 

Mas a representante da ONU, Leila Zerrougui, lembra que seis meses depois, ainda espera-se a libertação dos meninos e meninas e que mais ações importantes sejam tomadas para evitar que as crianças sejam vítimas da violência.

 

O relatório pede ao governo do Sudão do Sul para desenvolver um programa de desarmamento, desmobilização e reintegração das crianças que deixam os grupos armados. Outro apelo é para que se leve à julgamento os combatentes que violam os direitos dos menores.



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