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Paquistão: Novos ataques contra cristãos despertam desejos de justiça
17 de Março de 2015

“Como nação devemos estar com as famílias das vítimas e, coletivamente, deter o extremismo. Este mal uso da religião, como pretexto para matar, deve ser interrompido. Pedimos aos governos provincial e federal que tomem medidas sérias e eficazes para proteger as minorias no Paquistão”. Fez esta afirmação o padre Emmanuel Yousaf Mani, diretor do Centro Nacional de Paz e Justiça, logo após aos ataques de ontem contra duas Igrejas em Lahore, que causaram a morte de 15 pessoas e feriram outras 80 mais.

 

Ao mesmo tempo, em uma mensagem à comunidade cristã, o primeiro ministro Nawaz Sharif disse que os atentados, reivindicados por um grupo talibã, constituem um ataque contra o Estado do Paquistão. “A comunidade cristã paquistanesa ofereceu serviços inestimáveis à pátria, em particular, no setor social, e nós os respeitamos com estima e orgulho”, declarou o porta-voz do primeiro ministro, destacando que as emoções de repúdio e dor manifestadas pela comunidade cristã após os trágicos incidentes reforçaram a determinação do governo de combater a ameaça do terrorismo.

 

“Há tempo pedimos melhores medidas de segurança ao governo, sobretudo, durante as celebrações dominicais. É um desafio para todos nós levantar a voz contra este tipo de ataques”, declarou aos repórteres Dom Sebastian Shah, bispo de Lahore, enquanto homenageava aos jovens mártires que impediram que os militantes talibãs entrassem nas igrejas, onde estavam realizando as celebrações. O bispo também pediu que as investigações sejam confiadas à justiça militar, porque a magistratura civil em geral tem temor para julgar casos deste tipo.



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