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Vaticano: Que a Igreja nigeriana não se canse de fazer o bem
19 de Março de 2015

Diante das “novas e violentas formas de extremismo e fundamentalismo” é preciso promover a paz construindo uma “cultura do encontro”. Esta é, em síntese, a mensagem do Papa aos bispos nigerianos, publicada na terça-feira, 17 de março.

 

Em pouco mais de uma página, Francisco partilha suas reflexões acerca da atualidade da Nigéria, o “Gigante de África” com mais de 160 milhões de habitantes, a maior economia do continente.

 

Logo no início, o Papa fala das graves dificuldades impostas pelos extremistas islâmicos do grupo Boko Haram, que atua principalmente no norte do país. Francisco condena estas pessoas que se “proclamam religiosas, mas que abusam da religião para fazer dela uma ideologia moldada de acordo com os próprios interesses ultrajantes e de morte”.

 

Francisco recordou ainda que a paz não é a ausência de conflito tampouco o resultado de acordos políticos: “A paz é, para nós, o próprio Cristo”, disse, afirmando que para alcança-la é preciso “um compromisso diário, corajoso e autêntico em favor da reconciliação, de experiências de partilha e diálogo e do serviço aos mais fracos e excluídos”.

 

O Papa ainda agradeceu à Igreja da Nigéria por, mesmo diante de tantas provações, não ter parado de testemunhar a misericórdia, a acolhida e o perdão.

 

“Aos sacerdotes, religiosos e religiosas, missionários e catequistas que, apesar dos indizíveis sacrifícios, não abandonaram as ovelhas, digo: não se cansem de fazer o bem”, concluiu o Pontífice.



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