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Sudão do Sul: Governo declara estado de fome
21 de Fevereiro de 2017

O governo do Sudão do Sul declarou, na segunda-feira, 20 de fevereiro, situação de fome em algumas regiões do estado de Unidade, no centro-norte do país.

 

A declaração formal da situação de fome em áreas de Unidade indica que já começam a morrer pessoas na que é considerada "a pior catástrofe" desde o início do conflito há mais de três anos.

 

Segundo as Nações Unidas, mais de um milhão de pessoas estão à beira de passar fome devido à combinação da guerra civil e do colapso económico.

 

O quadro integrado de classificação da segurança alimentar indica que 4,9 milhões de pessoas precisam de alimentos no país. O alerta das agências humanitárias é de que a crise pode espalhar-se se não houver ajuda.

 

“A principal tragédia do relatório apresentado hoje (…) é que se trata de um problema provocado pelo homem”, denunciou Eugene Owusu, coordenador humanitário das Nações Unidas para o Sudão do Sul.

 

Owusu afirmou que o conflito e a insegurança vivida pelos trabalhadores humanitários, que foram atacados durante o exercício de sua profissão, assim como o saque de “bens humanitários” agravaram a crise.

 

“Gostaria de aproveitar esta ocasião para convocar o governo, as partes beligerantes e todos os atores a apoiar os trabalhadores humanitários a fornecer o acesso necessário e que sigam fazendo nossos serviços de socorro chegarem às pessoas necessitadas”, declarou.

 

A guerra no Sudão do Sul, rico em petróleo, explodiu em 2013, dois anos após sua independência, depois que o presidente Salva Kiir acusou seu ex-deputado Riek Mashar de planejar um golpe de Estado.

 

O acordo de paz assinado em agosto de 2015, que facilitou a formação de um governo de unidade, foi por água abaixo devido aos combates que explodiram em Juba em julho do ano passado.



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