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Mundo: 2016 foi um ano turbulento para refugiados e migrantes
19 de Dezembro de 2016

Na avaliação é do secretário-geral das Nações Unidas 2016 foi um ano “turbulento” para refugiados e migrantes.

 

"Este foi outro ano turbulento para refugiados e migrantes… com o contínuo efeito devastador de conflitos armados sobre populações civis levando à morte, destruição e deslocamento… e o surgimento de movimentos populistas que tentam excluir e expulsar migrantes e refugiados e culpá-los por vários males da sociedade", referiu o líder da ONU.

 

Na mensagem para o Dia Internacional dos Migrantes, celebrado no domingo, 18 de dezembro, Ban Ki-moon destacou também "raios de esperança, com cidadãos e comunidades a abrir seus braços e corações".

 

"Mesmo com toda esta turbulência", o chefe da ONU destacou que "raios de esperança" ainda podem ser vistos, com "cidadãos e comunidades preocupados abrindo seus braços e corações".

 

Ban Ki-moon também chamou atenção para o que chamou de "promissora resposta internacional, que culminou com a Declaração de Nova York, adotada em setembro na Cúpula das Nações Unidas sobre Refugiados e Migrantes"

 

Para Ban, agora é crucial que "governos honrem e apoiem o compromisso para dirigir grandes movimentos de refugiados e migrantes de maneira solidária, focada nas pessoas, atenta ao gênero e ancorada em direitos humanos fundamentais".

 

O secretário-geral lembrou que "cada migrante é um ser humano com direitos humanos". Ele defendeu que "proteger e defender" esses direitos e "liberdades fundamentais de todos os migrantes, independente de seu status, é um dos pilares da Declaração de Nova York".

 

Segundo Ban, para que isso seja alcançado é preciso haver "forte cooperação internacional entre os países de origem, trânsito e destino, como preveem leis e padrões internacionais".

 

O chefe da ONU destacou a necessidade de "rejeitar intolerância, discriminação e políticas que sejam pautadas por discurso xenófobo e culpabilização dos migrantes". Para ele, "aqueles que abusam e prejudicam os migrantes devem ser responsabilizados".

 

Na mensagem, Ban defendeu ainda que "uma resposta sustentável às necessidades dos migrantes é enfrentar os responsáveis por movimentos forçados de pessoas", incluindo "pobreza, insegurança alimentar, conflito armado, desastres naturais, mudanças climáticas e degradação ambiental".

 

Ele citou ainda "maus governos, persistência de desigualdades e violações de direitos econômicos, sociais, civis, políticos ou culturais".

 

O secretário-geral também ressaltou a importância de "expandir os canais legais para a migração segura, incluindo para reunificação familiar".



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