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América Latina: Região é a mais hostil para ambientalistas
5 de Dezembro de 2016

Relatório das Nações Unidas apontam que a América Latina é a região mais hostil para ambientalistas.

 

O documento destaca o caso recente de Berta Cáceres, defensora dos direitos indígenas em Honduras, assassinada em casa, em março de 2016.

 

De acordo com o estudo, o assassinato de Berta não foi um caso isolado. Em 2014, três em cada quatro casos de assassinato de ambientalistas (116) ocorreram na América Central e na América do Sul.

 

“Por toda a América Latina e o Caraíbas, ativistas ambientais enfrentam os piores obstáculos em sua luta por um mundo mais sustentável: ameaças, assédios e intimidações são frequentemente parte da rotina. Em algumas áreas, seus esforços podem ser desacreditados e classificados como ‘antidesenvolvimento’. Em muitos casos, sua cruzada heroica para defender o planeta e os direitos humanos pode custar suas vidas”, disse o relator Michel Forst.

 

Além de Honduras, o relator citou Brasil, Colômbia, Guatemala, México e Peru como países que atraem cada vez mais indústrias extrativas e de mineração, que causam mais desflorestamento e se tornaram perigosos para ambientalistas. A impunidade também é frequente em crimes contra defensores do meio ambiente, diz o documento. No caso do Brasil, o relator citou os ataques e assassinatos de defensores do meio ambiente e dos direitos dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul.

 

Os defensores do meio ambiente “não são apenas ambientalistas e ativistas pela terra, mas também defensores dos direitos humanos”, declarou Forst.



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