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Dia Mundial do Migrante: Crianças são três vezes mais vulneráveis
13 de Janeiro de 2017

No domingo, 15 de janeiro, celebra-se o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2017. Na mensagem do Papa Francisco para esta ocasião, destaque para o seguinte trecho do evangelho: «Quem receber um destes meninos em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber, não Me recebe a Mim mas Àquele que Me enviou» (Mc 9, 37; cf. Mt 18, 5; Lc 9, 48; Jo 13, 20).

 

Com estas palavras, os evangelistas recordam à comunidade cristã um ensinamento de Jesus que é entusiasmador mas, ao mesmo tempo, muito empenhativo. De facto, estas palavras traçam o caminho seguro que na dinâmica do acolhimento, partindo dos mais pequeninos e passando pelo Salvador, conduz até Deus. Assim o acolhimento é, precisamente, condição necessária para se concretizar este itinerário: Deus fez-Se um de nós, em Jesus fez-Se menino e a abertura a Deus na fé, que alimenta a esperança, manifesta-se na proximidade amorosa aos mais pequeninos e mais frágeis. Caridade, fé e esperança: estão todas presentes nas obras de misericórdia, tanto espirituais como corporais, que redescobrimos durante o recente Jubileu Extraordinário.

 

Assim, por ocasião da ocorrência anual do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, sinto o dever de chamar a atenção para a realidade dos migrantes de menor idade, especialmente os deixados sozinhos, pedindo a todos para cuidarem das crianças que são três vezes mais vulneráveis – porque de menor idade, porque estrangeiras e porque indefesas – quando, por vários motivos, são forçadas a viver longe da sua terra natal e separadas do carinho familiar.

 

Em comunicado, bispos franceses e alemães recordam que em 2015 mais de 65 milhões de pessoas abandonaram suas casas por causa de guerras, perseguições e violências e que metade desses refugiados é formada por menores.

 

“O número elevado na Europa de refugiados menores não acompanhados nos apresenta desafios imensos, especialmente porque muitas crianças e jovens não fazem pedido de asilo. O número real é muito mais alto em relação ao indicado pelos dados oficiais”, ressaltam os bispos.

 

Segundo algumas estimativas, em 2014, na União Europeia eram cerca de 23 mil. Em 2015, eram mais de 100 mil.



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