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Europa: Migrantes agora morrem de frio
13 de Janeiro de 2017

A Organização Internacional para Migrações (OIM) está muito preocupada com milhares de migrantes e requerentes de asilo que estão a enfrentar temperaturas muito baixas na Europa e no Mar Mediterrâneo. Na Bulgária, por exemplo, os termômetros registram um frio de até 10 graus negativos.

 

Segundo a OIM, alguns países da Europa estão a enfrentar os maiores nevões e temperaturas geladas dos últimos anos. A agência da ONU para Migrações recebeu relatos de que várias pessoas perderam a vida por exposição ao frio.

 

Dois migrantes iraquianos foram encontrados mortos numa floresta da Bulgária, além de um somali que também morreu de frio no país. Já na Grécia, um afegão não sobreviveu ao frio extremo. No Líbano, dois refugiados sírios morreram enquanto atravessavam montanhas cobertas de neve.

 

A OIM também está preocupada com mais de 15,5 mil migrantes abrigados nas ilhas gregas, especialmente os que estão em locais atingidos por nevões. A agência alerta que seis mil refugiados sírios estão sem abrigo adequado para o inverno na Turquia, e a mesma situação está a ser enfrentada por 7,5 mil migrantes na Sérvia.

 

O diretor da OIM, William Lacy Swing, lembra ser essencial que o "mundo responda aos perigos da exposição ao frio extremo, fornecendo refeições, abrigo e outros recursos aos migrantes". No ano passado, mais de 5.000 morreram na tentativa de chegar à Europa.



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