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Itália: Mais menores desacompanhados a chegar pelo mar
16 de Janeiro de 2017

O «Fundo das Nações Unidas para a Infância» (Unicef) informou que cerca de 25.800 crianças e adolescentes desacompanhados ou separados de suas famílias chegaram à Itália por via marítima em 2016, ou seja, mais do que o dobro dos 12.360 que chegaram no ano anterior.

 

Entre todas as crianças que alcançaram a costa italiana como refugiadas ou migrantes, 91 por cento estavam desacompanhadas. O gerente de emergências do Unicef, Lucio Melandri, afirma que esta é uma "tendência alarmante do grande número de crianças vulneráveis que estão a arriscar suas vidas para chegar à Europa".

 

A maioria dessas crianças e adolescentes desacompanhados ou separados de suas famílias vem de apenas quatro países: Eritreia, Egito, Gâmbia e Nigéria. Embora os rapazes com idades entre 15 a 17 anos sejam a maioria, crianças mais jovens e raparigas também estão entre os recém-chegados.

 

A agência da ONU lembra que as garotas desacompanhadas têm maior risco de sofrer exploração e abusos, incluindo exploração sexual por grupos criminosos.

 

O Unicef conversou com várias raparigas em Palermo, que confirmaram terem sido forçadas a se prostituírem na Líbia, como forma de pagamento pela travessia de barco no Mediterrâneo. Já a maioria dos meninos foram forçados ao trabalho manual na Líbia.

 

A rota central do Mediterrâneo, com os barcos a sair do norte da África em direção à Itália, é única “devido à alta proporção entre os refugiados de crianças desacompanhadas ou separadas de seus pais".

 

Na comparação com as crianças migrantes ou refugiadas que chegaram à Grécia em 2016, apenas 17 por cento são encontradas sem os familiares.

 

O Unicef recomenda algumas medidas para a proteção desses menores de idade, como o fim da detenção das crianças que pedem o status de refugiados, manter as famílias unidas, fornecer serviços de saúde e promover o combate à xenofobia, discriminação e marginalização.



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