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Mundo: Dia contra o Tráfico Humano
7 de Fevereiro de 2017

No dia 8 de fevereiro, memória litúrgica de santa Josefina Bakhita, a religiosa sudanesa que quando era menina sofreu a trágica experiência de ser vítima do tráfico, celebramos a Jornada Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas. Este ano o tema escolhido – São crianças, não escravos – apresenta-nos a dolorosa e inumana situação que vive uma multidão de menores, vítimas deste abominável flagelo.

 

Em pleno século xxi, há 45,8 milhões de pessoas no mundo que vivem em situação de escravidão (Global Slavery Index, 2016). Segundo as Nações Unidas, uma de cada três vítimas são crianças. Este complexo fenómeno transnacional tem raízes que se centram na pobreza, na marginalização, nas desigualdades sociais, nos conflitos armados e assume múltiplas formas: exploração laboral e sexual, matrimónios forçados, tráfico de órgãos, práticas criminosas (crianças-soldados, mendicidade, tráfico de drogas, gangues delinquentes). A característica destas novas escravidões é a vítima ser obrigada a realizar uma actividade contra a sua vontade, por meio de ameaças ou outras formas de coacção, tendo a sua liberdade de movimentos condicionada.

 

O tráfico de seres humanos assenta na exploração dos «mais indefesos» aos quais, como referiu o Papa Francisco, «é roubada a dignidade, a integridade física e psíquica, mesmo a vida». Um negócio que, infelizmente, tem procura e dá lucros de milhares de milhões de dólares ficando atrás apenas do tráfico de drogas e de armas. É uma realidade globalizada, presente em todos os continentes e em 167 países do planeta. Cinquenta e oito por cento das vítimas concentram-se em cinco países – Índia, China, Paquistão, Bangladesh, Usbequistão –, mas também estão presentes em países que contam com sistemas jurídicos sofisticados.

 

“Encorajo quantos estão comprometidos a ajudar homens, mulheres e crianças escravizados, explorados, abusados como instrumentos de trabalho ou de prazer e muitas vezes torturados e mutilados. Faço votos por que todos os que têm responsabilidades de governo se comprometam com determinação a remover as causas desta chaga vergonhosa, uma chaga indigna da sociedade civil. Cada um de nós se sinta comprometido a ser voz destes nossos irmãos e irmãs, humilhados na sua dignidade. Rezemos todos juntos...”, declarou o Papa Francisco.

 



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