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Nigéria: Padre relata pontos críticos sobre Boko Haram
29 de Maio de 2014

O sequestro de mais de 200 estudantes de uma escola para raparigas em Chibok, no nordeste da Nigéria, foi noticiado no mundo inteiro. Em entrevista para a rede católica de informação Aleteia, o Padre John Idio fala sobre a convivência da sociedade nigeriana com os terroristas do grupo armado Boko Haram.

 

O sacerdote, pároco da igreja de Santo António, na localidade nigeriana de Asipa, Ibadan, detalha a opressão e a violência a que os cristãos têm sido submetidos pela organização extremista islâmica. O sacerdote explica a ideologia do Boko Haram e as suas possíveis ligações com membros do governo da Nigéria.

 

“Eles querem a lei islâmica plena entronizada em todos os Estados do norte da Nigéria e, talvez, que a Nigéria toda vire um país islâmico. Antes de morrer, Mohammed Yusuf, que era líder do Boko Haram, reiterou o objetivo do grupo: mudar o sistema de ensino atual e rejeitar a democracia”.

 

“A incapacidade do governo de lidar com o Boko Haram não é por falta de recursos. Considerando o quanto os ataques do Boko Haram são eficazes, eu tenho a sensação de que eles têm simpatizantes dentro das agências governamentais e de segurança”.

 

“Sabemos que, na Nigéria, muita gente é presa por conexão com o Boko Haram, mas não é acusada nem processada. No fim, eles são libertados”.

 

“O governo tem que combater o Boko Haram nos esconderijos deles e mostrar que é capaz de manter a integridade territorial e a paz da nação nigeriana eliminando essa ameaça de forma rápida e eficiente”.

 

“Mas não há nenhuma solução militar fácil para o Boko Haram. Todos têm que se envolver na campanha para acabar com a insurgência no país. Os financiadores dos militantes têm que ser presos e processados ​​pelo seu papel nos crimes violentos perpetrados contra civis. Existe uma ligação intrincada na Nigéria entre a política, a religião, o governo, a corrupção, a pobreza e a violência. Se a má governança, a corrupção sistémica e a crise religiosa não forem abordadas de forma enérgica e transparente no país, todas as outras medidas não vão passar de um drástico fracasso”.

 

A reportagem completa e em português está disponível na página da Aleteia.



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