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China: Dezenas de prisões relacionadas aos 25 anos de Tiananmen
4 de Junho de 2014

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos manifestou preocupação com a detenção de "numerosos membros da sociedade civil" chinesa nas vésperas dos 25 anos dos protestos na Praça de Tiananmen.

 

Em nota, divulgada na terça-feira, 3 de Junho, Navi Pillay cita dezenas de ativistas, advogados e jornalistas alegadamente presos pelas autoridades antes de se assinalar o aniversário dos eventos de 4 de junho de 1989.

 

Pillay disse que o grupo inclui vários acusados de "criar perturbação" por terem participado numa discussão privada sobre os acontecimentos.

 

A chefe dos direitos Humanos da ONU apela às autoridades chinesas que libertem imediatamente aos que foram detidos durante o "exercício do direito humano à liberdade de expressão".

 

A nota destaca também relatos da imposição de restrições em torno do aniversário para as redes sociais, meios de comunicação tradicionais e uso da internet.

 

Para Pillay ao contrário da repressão "as autoridades devem incentivar e facilitar o diálogo e a discussão, como forma de superar o legado".

 

A responsável destaca a importância de um processo de busca da verdade ao explicar que é do interesse de todos que se estabelecem os fatos em torno dos incidentes da Praça de Tiananmen.

 

Ao destacar avanços nos direitos económicos, sociais e nas reformas legais na China, Pillay disse que aprender com os acontecimentos do passado não vai diminuir os ganhos do país dos últimos 25 anos. Para ela, tal demonstraria o quanto a China tem vindo a garantir que "os direitos humanos sejam respeitados e protegidos".



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