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África: Trinta milhões de crianças africanas fora da escola
19 de Junho de 2014

Os conflitos e a pobreza na África subsariana impedem de frequentar a escola primária a cerca de 30 milhões de crianças, hipotecando assim um dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, que prevê a educação para todos em 2015. A situação mais crítica diz respeito à África Ocidental e Central, onde se regista a maior taxa do mundo de crianças que não frequentam a escola, cerca de uma em cada três, ou seja 28 por cento. No sul e no leste do continente, pelo menos, 10 milhões de crianças em idade escolar permanecem em casa.

 

Os dados, citados pela agência católica MISNA, são fornecidos por dois relatórios preparados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultural (UNESCO), publicados por ocasião do Dia da Criança Africana, celebrado a 16 de Junho como homenagem às vítimas do massacre do Soweto em 1976.

 

Após um período de “progressos substanciais” entre 2000 e 2007, período em que o número de crianças que não se sentavam nos bancos escolares a nível mundial passou de 106 milhões para 60, desde há pelo menos cinco anos que “não se verifica nenhuma mudança positiva”, dizem os relatórios.

 

Encontram-se em maior desvantagem, sobretudo se são meninas, as crianças que vivem em áreas rurais, aquelas mais pobres e mais distantes das escolas. O maior obstáculo apresentado tem a ver com a falta de recursos financeiros por parte das famílias, que muitas vezes não são capazes de pagar, entre outras despesas, as taxas escolares, os uniformes, e os livros. As duas organizações da ONU sugerem políticas por parte dos governos para apoiar as famílias e, também, maior qualidade e mais recursos para destinar ao Ensino. Depois de entrar na escola, a outra dificuldade diz respeito à capacidade de os alunos terminarem o ciclo: apenas 65 por cento das crianças que entraram no primeiro ano chegam a concluir a escola primária.



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