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Sudão: Libertada cristã condenada à morte por apostasia
24 de Junho de 2014

Meriam Yahia Ibrahim Ishag, cidadã sudanesa cristã, condenada à morte pelo crime de apostasia e que deu a luz na prisão, foi libertada na segunda-feira, 23 de Junho, anunciou o seu advogado.

  

O caso desta mulher, de 27 anos, condenada à morte por enforcamento a 15 de Maio de 2014 pelo tribunal criminal de sudanês, levantou uma onda de indignação no Ocidente e entre as organizações de defesa dos direitos Humanos.

 

Meriam Yahia Ibrahim Ishag "foi libertada há apenas uma hora", disse à AFP o advogado Mohannad Moustafa. "Ela está fora da prisão".

              

Segundo Moustafa, posteriormente as autoridades devem explicar as razões desta libertação.

 

Nascida de um pai muçulmano, Meriam Yahia Ibrahim Ishag foi condenada à morte ao abrigo de uma lei islâmica em vigor que proíbe as conversões.

 

Casada com um cristão e mãe de um rapaz de 20 meses, a jovem foi igualmente condenada a 100 chicotadas por "adultério", que segundo a interpretação sudanesa da charia, toda união entre uma muçulmana e um não muçulmano é considerada como um "adultério".

 

Grávida no momento da sua condenação, ela deu a luz a uma menina na prisão 12 dias após o seu verdicto. Ela deixou depois a cela que partilhava com outras mulheres e foi transferida à clínica da prisão.

 

 Moustafa e quatro outros advogados especializados em direitos Humanos foram encarregues da sua defesa gratuitamente. Eles apelaram à condenação que foi examinada por um comité de três juízes desde início de Junho.

              

Os líderes políticos e religiosos europeus tinham apelado a revogação do "veredicto desumano" pronunciado contra Meriam Yahia Ibrahim Ishag. O secretário de Estado americano John Kerry pressionou Cartum e a justiça sudanesa a "respeitar o direito fundamental de Ishag à liberdade e à exercer a sua religião".



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