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Sudão do Sul: Três anos de independência em meio a conflitos
11 de Julho de 2014

O Sudão do Sul celebrou na quarta-feira, 9 de Julho, 3 anos de independência. No entanto, o país mais jovem do mundo está à beira de uma catástrofe humanitária. Dividido num conflito, que desde dezembro passado, opõe o presidente Salva Kiir, da etnia Dinka, e seu ex-vice Riek Machar, da etnia Nuer. Seis meses de guerra causaram ao menos dez mil mortes e um milhão de refugiados, para uma população de onze milhões de pessoas.

 

Rico em petróleo, o Sudão do Sul deve assistir ao drama da fome, que coloca em risco 50 mil crianças. A diretora da Rádio Católica da Conferência Episcopal do país, Enrica Valentini, diz que há esperança, apesar dos ânimos enfraquecidos.

 

“O que as pessoas veem agora é que não há uma solução imediata para o conflito e para as diferenças,” afirmou. Disse ainda que, de outra parte, há pessoas com esperança: “muitos têm dito que ainda existe a vontade de uma mudança e este momento da independência serve para refletir”.

 

O tema da independência do Sudão do Sul deste ano é “Uma só população, uma nação” e é um convite a todos a recordar a ideia que a independência veio para unir as pessoas.

 

De acordo com Enrica, a Igreja está a fazer a sua parte, enfatizando o significado da palavra 'unidade' também com exemplos. “Acredito que a colaboração entre as várias igrejas, que foi levada adiante nos últimos anos, é um exemplo prático que a gente pode ter em mente para depois replicar na sua vida cotidiana," enfatiza.

 

O drama humanitário vivido por muitas pessoas no país pode se agravar com a estação das chuvas, quando as pessoas começam a cultivar. Este ano, porém, as pessoas não receberam as sementes e muitas famílias deixaram o campo, foram para áreas de refugiados e têm medo de retornar devido a possíveis retaliações.



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