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Sudão: Autoridades de Cartum suspendem a construção de igrejas
15 de Julho de 2014

O governo sudanês, por meio do Ministro dos Assuntos Religiosos, Shalil Abdullah, anunciou a interrupção de licenças para construir novas igrejas. A decisão – explicou o Ministro – deriva do facto que a comunidade cristã no Sudão reduziu-se fortemente após a separação do Sudão do Sul, de onde provém a maioria dos cristãos que viviam em Cartum. Depois da independência do Sudão do Sul, em julho de 2011, os cidadãos originários do Sul foram obrigados a deixar o Sudão.

 

 A Igreja católica no Sudão recentemente lamentou as discriminações sofridas pelos cristãos que vivem no país. “A situação jurídica dos cristãos no Sudão é realmente preocupante”, afirmou, em recente visita à sede central de Ajuda à Igreja que Sofre, Dom Eduardo Hiiboro Kussala, Bispo da Diocese sul-sudanesa de Tambura-Yambio.

 

“Embora a Constituição garanta direitos iguais a todos os sudaneses, sem distinção de crença, os cristãos são considerados e tratados como cidadãos de segunda classe. Os membros do clero não podem obter o passaporte, e quando deixam o país, nunca sabem se poderão voltar. Muitos sacerdotes foram expulsos e os Bispos são forçados ao silêncio porque não podem expressar livremente as próprias opiniões”, explicou Dom Kussala.

 

 Os mais vulneráveis são os fiéis comuns, como é o caso de Meriam Yahia Ibrayim Ishaq, a jovem condenada à morte por apostasia. “A fé de Meriam era conhecida por todos – lembra o Bispo – mas um dia, repentinamente, a jovem foi ameaçada e depois condenada. O governo não agiu, deixando que os líderes islâmicos decidissem sobre o futuro da mulher”. Meriam foi depois libertada, após fortes pressões internacionais.



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