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Rep. Centro-Africana: Sociedade civil tem plano para tirar país da crise
18 de Julho de 2014

Associações da sociedade civil e pelas forças vivas da nação, incluindo representantes religiosos, cujos delegados se reuniram em Bangui nos últimos dias, apresentaram um plano para tirar a República Centro-Africana da crise.

 

Destacam-se os seguintes pontos: Desarmamento das milícias; envio de forças de paz formadas por militares não pertencentes aos Estados confinantes; a instituição de um Tribunal Especial para a República Centro-Africana; a criação da Comissão "Verdade e Reconciliação"; remodelação do governo atual e organização de eleições locais e nacionais.

 

A prioridade deve ser o desarmamento dos ex-rebeldes Seleka, das milícias Anti-balaka e de todos os outros grupos armados presentes no país. Outro ponto importante é o envio de uma força da ONU formada por soldados não pertencentes aos exércitos dos países confinantes que atualmente estão presentes na República Centro-Africana com alguns contingentes militares. Segundo vários comentaristas centro-africanos, os Estados limítrofes agem, sobretudo para defender seus interesses, como proteger os seus confins com a República Centro-Africana e nem sempre são capazes de dar uma contribuição decisiva para estabilizar o país.

 

O plano prevê a punição dos responsáveis pro crimes cometidos durante a guerra civil, que deverão ser julgados por um Tribunal Internacional especial que deverá ter sua sede na República Centro-Africana. Junto dessa comissão estará a Comissão "Verdade e Reconciliação" encarregada de reconciliar os ânimos da população. Está prevista a instituição de um fundo para ressarcir as vítimas das violências.



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