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Mundo: Acabar com a violação das mulheres como estratégia de guerra
12 de Junho de 2014

A representante especial do secretário-geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflito fez um discurso na quarta-feira, 11 de Junho, numa conferência global sobre o tema que ocorre em Londres.

 

Zainab Bangura lembrou de "incontáveis mulheres, meninas, homens e meninos" que não podem mais ser considerados "vítimas de segunda classe, de crimes de segunda classe".

 

Segundo Bangura, "violação, escravidão sexual e casamentos forçados" são exemplos do que é ser mulher em regiões onde há guerras ou conflitos.

 

A representante da ONU destacou que a conferência deve enviar fé para as vítimas de que a "violação não é um estigma que deve nascer em silêncio".

 

O tema também mereceu a atenção da enviada especial da ONU para Refugiados. A atriz Angelina Jolie participou da abertura do evento em Londres na terça-feira.

 

Segundo Jolie, "o estigma fere sobreviventes, causa vergonha e alimenta a ignorância, como a noção de que o estupro está relacionado a impulsos sexuais normais".

 

A atriz foi aplaudida ao afirmar que o estigma permite que violadores fiquem livres e com que se sintam acima da lei. Angelina Jolie destacou que a violação "é uma arma de guerra contra civis, utilizada para torturar pessoas e humilhar inocentes", incluindo crianças.

 

A Conferência Global pelo Fim da Violência Sexual em Conflito segue até sexta-feira e é co-presidida por Angelina Jolie e pelo secretário britânico das Relações Exteriores, William Hague.

 

Participam do encontro representantes de governos de 113 países, além de 100 Organizações Não-Governamentais.

 

Na terça-feira, o Papa Francisco usou a sua conta na rede social Twitter para recordar o encontro internacional para pôr fim ao estupro como arma de guerra: “Rezemos por todas as vítimas de violência sexual em situações de conflito e por aqueles que combatem esse crime”, escreveu.



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