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Brasil: Igreja em campanha contra o tráfico humano
16 de Maio de 2014

A Igreja é vigilante a temas sensíveis como o tráfico humano, a exploração sexual e outras formas de violação dos direitos humanos em época de megaeventos. A campanha “Jogue a favor da vida - denuncie o Tráfico de Pessoas” foi lançada na quinta-feira, 15 de Maio, em Brasília (Distrito Federal), na sede da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), e em virtude da Copa do Mundo, que começa em 12 de junho.

 

Irmã Eurides Alves de Oliveira, da Rede um Grito pela Vida que coordena a campanha, explicou que as ações começaram ainda em fevereiro, em todo o Brasil, com debates, panfletagens, caminhadas e celebrações. A previsão, agora, é intensificar o trabalho nas cidades-sedes da Copa, em lugares estratégicos como aeroportos, estações rodoviárias e de trens, corredores de ônibus, lugares de maior fluxo de turismo. A entidade assumiu essa missão ainda no ano de 2006.

 

O secretário-geral da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, avaliou que “a Campanha da Fraternidade ajudou o Brasil a abrir os olhos para a realidade sofrida do tráfico humano, onde as pessoas não são mais tratadas como pessoas, muito menos como filhos e filhas de Deus”.

 

Na opinião do secretário de Justiça do Distrito Federal, Jefferson Ribeiro, no combate ao tráfico de pessoas, o governo deve unir forças com a sociedade civil. Ele recordou ainda que “a Lei Áurea (libertação dos escravos) foi promulgada há 126 anos (13 de maio de 1888), mas até hoje não conseguimos acabar com a escravidão. Esse é um assunto que envergonha o povo brasileiro. Estamos diante de um monstro e esperamos continuar firmes contando com a parceria da CRB, da CNBB e da arquidiocese de Brasília”.

 

Na próxima terça-feira, 20 de Maio, representantes da CRB Nacional e religiosas da Rede Internacional ‘Talita Kum’, à qual a Rede um Grito pela Vida está associada, devem apresentar a campanha na Sala de Imprensa do Vaticano. Em junho, em Brasília, está prevista uma caminhada na Esplanada dos Ministérios, em memória das vítimas do tráfico de pessoas e da escravidão moderna.



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