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Sudão do Sul: A trégua deve ser aplicada
19 de Maio de 2014

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) divulgou uma nota a dizer que “a situação permanecerá explosiva enquanto os efeitos da trégua não forem concretos”, relativamente ao acordo de paz alcançado em 10 de maio entre os dois protagonistas do conflito civil no Sudão do Sul, o Presidente Salva Kiir e ex-Vice-Presidente Riek Machar.

 

A trégua foi assinada na capital da Etiópia, Addis Abeba, na presença, entre outros, do Arcebispo de Juba, Dom Paulino Lukudu Loro, do Bispo Daniel Deng Bul Yak, da Igreja Episcopal do Sudão e do Reverendo Samuel Kobia, ex-Secretário-Geral do CMI.

 

Ao comentar o ato de assinatura da trégua, Dom Lukudu Loro afirmou que “todos os sudaneses esperavam por este dia há cinco meses”.

 

A guerra civil eclodiu na metade de dezembro, quando o Presidente Kiir denunciou uma tentativa de golpe organizado pelo seu Vice, Machar. O confronto entre as duas partes políticas assumiu uma dimensão étnica e tribal, fazendo com que o jovem Estado (o Sudão do Sul proclamou a sua independência em julho de 2011) vivesse uma difícil crise humanitária, com pelo menos um milhão de deslocados.

 

“Chegou a hora de corrigir os dispendiosos erros dos líderes sul-sudaneses, acabando imediatamente com a guerra, como pediram todas as Igrejas e as comunidades ecuménicas”, reiterou o Arcebispo de Juba.



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