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Mundo: Cristãos debatem questões de Justiça e Paz
9 de Julho de 2014

O abismo entre ricos e pobres no mundo continua a aumentar e as Igrejas devem se esforçar ainda mais para assegurar a justiça econômica para suas comunidades. O conceito foi sublinhado na reunião do comitê central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), nos últimos dias. O encontro teve o tema “Peregrinação de Justiça e Paz”.

 

Composto por cinquenta membros, o comitê tem sido muito atento às consequências da crise econômica que provoca desigualdades em muitos países do planeta. De acordo com Manuel Montes, economista em Genebra, milhões de pessoas sofrem por causa de falhas no sistema econômico global, que a seu ver “favorece os credores e não os devedores”.

 

Montes observa que muitos eventos do vigésimo século, com sua bagagem de destruição, têm fortes repercussões na atual situação económica, definida “um desafio para as comunidades de fé”.

 

O economista ilustrou ao público uma estratégia destinada às Igrejas a fim de promover sistemas económicos éticos, justos e sustentáveis. Montes apostou na Declaração de São Paulo sobre as transformações financeiras, que encoraja ações concretas em favor da inclusão social, da justiça de gênero e do cuidado com o meio ambiente, impondo limites à avidez humana e promovendo a ‘economia da vida’.

 

Na plenária do CMI foram também expressas reflexões teológicas sobre a justiça económica. Hyun Ju Bae, representante da comunidade presbiteriana na Coreia do Sul, explicou que “a exigência de uma reforma econômica e ecológica do nosso tempo representa um desafio teológico, pois requer a revisão da atual formulação teológica. As Igrejas precisam de uma espiritualidade transformadora, que alimente o amor de Deus em busca da justiça, da alfabetização sensível à eco-justiça, à sustentabilidade e à biodiversidade que consentiria um novo estilo de vida”.



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