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Europa: Quanto custa depredar o ambiente natural
30 de Junho de 2014

A União Europeia exige políticas direccionadas para combater o aquecimento global, informa o jornal do Vaticano “L’Osservatore Romano” de sexta-feira, 27 de Junho. Se não houver acções concretas em relação à mudança climática, os danos para a União Europeia – com o aumento previsto da temperatura global de 3,5 graus – poderiam atingir os 190 mil milhões de Euros, com uma perda líquida de 1,8 por cento sobre o produto interno bruto. E a frequência média de eventos climáticos extremos poderia até mesmo duplicar, com um custo muito elevado em termos de vidas humanas. Isto é o que emerge de um estudo realizado pelo Joint Research Center (JRC) da Comissão Europeia.

 

O estudo do JRC informa, citando fontes fidedignas, que o comércio ilegal ligado às florestas abrange uma cifra entre os trinta e os cem mil milhões de dólares por ano, o que representa entre 10 e 30 por cento do comércio mundial de madeira. O relatório aborda também, com abundância de detalhes, o comércio ilegal ligado à flora e à fauna, à caça furtiva de muitas espécies de animais em vias de extinção e ao comércio que tem a ver com insectos, répteis, anfíbios, peixes e mamíferos, tanto vivos como mortos.

 

No mesmo estudo, o comércio ilegal de chifres de rinoceronte e de dentes de marfim está calculado entre os sete e os vinte e três mil milhões de dólares por ano. O comércio de marfim (que, apesar de tudo, tem uma grande procura) está a provocar uma redução significativa de espécies de animais em toda a África: estima-se que, por ano, sejam abatidos, ilegalmente, entre vinte e vinte e cinco mil elefantes. O tráfico de marfim é, por exemplo, a principal fonte de financiamento dos rebeldes ugandenses do LRA, enquanto o comércio clandestino de dentes de elefante financia, sobretudo, os grupos de milícias na República Centro Africana, além dos Janjaweed, responsáveis pelas atrocidades cometidas durante a guerra no Darfur, que têm a sua base no Níger e no Chade.

 

A resposta a esta ameaça à segurança global, sublinha o estudo, esta a exigir um esforço coordenado a nível internacional.

 

L’Osservatore Romano



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