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Sudão do Sul: Combonianos organizam voo humanitário
2 de Julho de 2014

Os Missionários Combonianos no Sudão do Sul organizaram um voo humanitário para assistir cerca de 1.000 vítimas da violência interétnica que afeta Leer desde Fevereiro.

 

A decisão foi tomada depois de uma visita à cidade pelo Superior Provincial, P. Daniel Mosquetti e do Irmão Nicola Bortoli a meados de Junho, para avaliar a situação humanitária e inspeccionar a missão católica.

 

Leer, a cidade natal de Riek Machar Teny, líder da oposição armada ao Presidente Salva Kiir Mayardit, foi tomada pelas forças do Governo, ajudadas por rebeldes do Darfur, em que a reduziram a cinzas a 2 de Fevereiro.

 

Os rebeldes voltaram a ocupar os escombros em Abril.

 

O P. Moschetti diz num relatório que cerca de 6.000 famílias já regressaram do mato, mas que só as residências dos missionários e das missionárias, o jardim-de-infância, os edifícios da igreja e a escola técnica estão de pé com alguns danos menores.

 

Os edifícios foram totalmente saqueados.

 

Os edifícios estão ocupados por membros de organizações não-governamentais, das agências das Nações Unidas e por algumas famílias.

 

Os Médicos Sem Fronteiras voltaram a Leer em Maio e além de distribuir comida estão a reorganizar o hospital que foi totalmente destruído.

 

O Ir. Nicola fez parte de um grupo de nove missionários que teve que abandonar Leer na iminência do ataque governamental e andaram perdidos nos matos e pântanos da região até serem encontrados e resgatados a 20 de Fevereiro.

 

Os dirigentes católicos locais pediram aos missionários que os assistissem com sorgo, lentilhas e açúcar.

 

O Ir. Nicola acompanhou um avião fretado com comida para cerca de 1.000 pessoas para fiscalizar a distribuição e vai permanecer em Leer até meados do mês.

 

Tanto as missionárias como os missionários estão dispostos a regressar a Leer logo que a segurança melhore.

 

Representantes do Governo, dos rebeles, da sociedade civil e das igrejas estão a negociar desde Maio uma saída para o conflito de poder dentro do partido do Governo que rebentou a 15 de Dezembro em Juba e depressa escalou a três estados vizinhos com populações dinca e nuer. Cerca de 20 mil pessoas foram mortas nos confrontos e mais de 1,2 milhões desalojadas.

 

O IGAD, a Autoridade Inter-regional para o Desenvolvimento, está a facilitar as negociações e deu dois meses aos intervenientes para formarem um governo de unidade nacional.

 

As cidades de Bor, Bentiu e Malakal, as capitais dos estados de Jonglei, Unidade e Nilo Superior foram completamente destruídas.

 

A diocese católica de Malakal foi também temporariamente fechada por causa dos violentos combates entre milícias nueres e tropas. Só a missão de Old Fangak, que fica numa zona remota acessível por ar ou por rio, é que continua a funcionar normalmente.

 

São informações do blogue «Jirenna».



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